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APRESEN TAÇÂO
As Suplicantes de Esquilo estao longe de ser a tragédia mais conhecida desse autor e nem sequer gozam já — vai para duas décadas — da auréola de prestigio que Ihes advinha de serem julgadas o mais antigo espécime do teatro grego. E, no entanto^ a problemática que envolvem, os principios marais em que se estruturam, tem tanta actualidade como os de qualquer dos outros dramas antigos conservados^ e já se encontram aqui muitas das ideias em que há-de assentar a Oresteia. Assim sucede com a exaltaçao do valor da persuasâo, em luta contra a violéncia, e com o acordo estabe-lecido entre o Deus supremo e o Destino — como soluçao de um antagonismo que se esboçara desde os Poemas Homéricos — quando se le, no v. 673 desta peça, que Zeus
com a sua lei ancestral rege o Destino.
Um terceiro principio — a necessidade de moderaçao — é também comum ás duas obras. Contra ele ameaçam embater as Danaides, no final da peça, quando, livres da perseguiçao que Ihes moviam os Egipcios, caem no excesso de negar em quaisquer direitos a Afrodite.
IX